segunda-feira, 8 de junho de 2009

O rapto das penteadeiras


Era uma coisa comum ve-la ali no quarto de nossas mãe e avós.
Ela parecia encantar meninas de todas as idades com sua delicadeza
e apelo feminino...


Mas derrepente, não sabe-se bem por que, a penteadeira foi raptada do conjunto de móveis da casa!
E com ela todos os objetos de afirmação da feminilidade:
Pentes, (ora pois) escovas, perfumes em belos frascos...
Plumas, (Há plumas...) quando criança lembro-me de minha vó passar uma suave em meu pescoço... Que coisa mais delicada, suave e perfumada era receber uma pluma no pescoço...


Lembro-me que ela tinha uma fita de cetim no qual envolviamos os dedos...
A pluma era equivalente ao mais terno carinho...
Mas a decoração moderna achou-a demodê no caso, ou não??
Assim como o bidê. Ou não?

O fato é que não vemos mas penteadeiras nos dormitórios femininos..
Seriam elas uma apologia excessivamente evidente da feminilidade exarcerbada???
Ora, ao sentar-se ali diante de um espelho, eis que a menina (de 5 a 80 anos) via-se irremediavelmente atraida por tal móvel...


Havia mil coisinhas pra fazer pela beleza pessoal, pra muito além do talquinho...rs
Havia escovas de cerdas macias, daquelas que quanto mais escovamos mais nos deliciamos e nos perdemos naquele gesto por que não dizer de "auto-carinho"?
E derrepente a penteadeira se foi...
Provalvemente as mulheres perdiam algum tempo ali, perdidas em meio á sua feminilidade, acho até que no tempo das penteadeiras era bonito ser feminina de fato...
Gostar das coisas de mulher, hoje em dia ai de uma de nós que coloque coisas meigas pelo quarto!
Isso seria uma afronta ás mais ortodoxas decorações modernas!

Então lembrei-me de uma pequena penteadeira de ferro que foi de minha vó, depois de minha mãe, minha e depois de minha irmã... o pobre móvel foi de lá para cá convertido em tudo, móvel de tv improvisado, fruteira ou legumineira de cozinha...rs
Suporte de porta tudo para meu esposo...enfim...
Ela foi e voltou em múltiplas funções e quando eu imaginava converte-la em uma estante pra livros...
A olhei carinhosamente e pensei...
Ah, ela perdeu apenas o espelho...
Vou repo-la áo quarto e restituir sua função original...


E sabe o que ocorreu?
Passei a cuidar mais de mim.
Recebi um estímulo extra pra passar mais tempo cuidando de minhas madeixas...rs

Podemos fazer diversas leituras e conjecturas sobre o rapto das penteadeiras...
Quem ganharia com isso?
O mercado de trabalho e sua fúria neoliberal? rs
As feministas que olham com desdém as frescurites femininas?
Ou decoradores invejosos que sempre desejaram ter um móvel destes e contentaram-se com suas bancadas de desenhos??

Enfim, deixemos de lado as conjecturas e resgatemos o bom hábito de dedicar tempo aos cuidados femininos, creio que todos agradecerão, maridos e afins que poderão contemplar o zelo feminino, crianças e afins que podem ser acarinhadas com escovas, plumas e perfumes...

Ou mesmo meninas que serão iniciadas na arte de ser mulher...

OBS: Ao pesquisar imagens para aqui colocar uma linda penteadeira bem ao estilo antigo, encontrei um site que avisa que elas foram resgatadas!
Isso mesmo, as penteadeiras es tão de volta!
Para a felicidade das mulheres e encantamento dos machões.


(Aguardem foto com minha penteadeira..rs)

VIDE PENTEADEIRAS NESTE SITE:

http://casa.abril.com.br/materias/moveis/mt_420533.shtml

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Simplesmente, Salena.

Era um dia como outro qualquer, nada de especial até então...
Ouvimos um miado abafado, vindo de um canto do quintal e ao procurar nos defrontamos com ela: Uma gatinha preta, bem miúda e maltratada, parecia apavorada, André pegou-a e tentou acalma-la, mas ela miava continuamente, não um miado qualquer, mas um miado de dor, também não uma dor qualquer de fome ou frio, mas de aflição, talvez a aflição do abandono...

André entregou-me ela, que assim que em meu colo chegou parou de miar, nunca, nunca esquecerei aquele olhar...

Ela olhou-me tão ternamente e (Perdoe-me os não amante de animais) parecia que ela sim falava comigo, parecia ali que ela dizia-me: " Cuida de mim? sou apenas um bebezinho!" então notei algo estranho, ela tentava esconder as patinhas, e o motivo?

Suas patinhas eram "cotós" como chamamos, parecia que alguém havia cortado as pontas de suas pequenas patas, ou era apenas uma deformidade? Não sabiamos.

Minha família ama animais, sempre os tivemos em casa, eu quando criança tive o privéligio de morar sempre em casas espaçosas com quintais (Bem ao estilo caseiro mesmo), meus pais ensinaram-me a amar e respeitar os animais e dele compaderce-se.

Logo dela cuidamos, toda a família (inclusive meu pai) acolheu a gatinha e começamos a levantar hipóteses pra o que ocorrera com as patinhas da tal gatinha.

Coincidência ou não, alguns dias atrás eu havia desejado muito ter um gato preto, eu havia ido ao blog de minha amiga Kátia e lá havia encontrado um widgt de gato preto, eu copiei pra mim, (ele ainda esta aqui no blog), e também nós temos um colega que conhecemos na net, que usava um avatar de um lindo gato preto e usava o nick de Salém eu acompanhara a série da Feiticeira quando criança e era encantada por aquele gato!

O gato preto inspirado no Salém e com toque pessol de amigo Samuel Cruz. (Salém)



Manifestei veemente meu desejo por um animal com tais características:
Eis que surge o tal gatinho, mas pra meu desapontamento, era fêmea e nós já tinhamos duas...rs

O fato é que a tal gatinha conquistou a todos, inclusive minha mãe que guardava uma certa reserva com gatos pretos...rs

Ela é um animal encantador, aqui nesta foto (que foi sua primeira) ela demonstra o quão graciosa é, mas seus encantos não param ai, ela é simplesmente encantadora, brinca demais, é super companheira, afeiçoou-se a mim e ao André de maneira impressionante e resistiu bravamente a hostilidade dos outros gatos de casa, 4 no total...rs



Hoje não sei como seria minha vida sem ela, sua ternura e travessuras...rs
Agora neste exato momento tive que pega-la pela janela, por que aventurava-se em fazer companhia ao André que arrumava umas pedras no quintal...rs

Bem, amigo, sei que este talvez não seja meu melhor e mais importante texto, mas eu queria compartilhar com você um pouco de meu mundo e do que nele habita:
Amor, ternura e carinho em forma de um pequeno animal.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Por que você fez um blog?


Hoje em incurssão pelos blogs de amigos (se és meu amigo e tens um blog, eu passei por lá hoje) senti uma pitada de otimismo nascente, não exatamente nos amigos, mas em mim mesma. E qual a razão deste otimismo?
Simples. As pessoas ainda creem.

Não falo aqui apenas em crença de cunho religioso e ou dogmático.
Mas tão somente a mais bela de todas as crenças: A crença no melhor do ser humano.
Se não vejamos, se você tem um blog subtende-se que nele escreverá e em escrevendo, espera que alguém o leia, ( por mais que não se admita isso..rs) como o faz um destes meus amigos...
No entanto se um tema lhe apetece o gosto você o abraça e o converte em palavras, palavras estas que tomarão forma na tela do meu computador, do seu e sabe-se lá mas de quem e tendo em vista que estas mesmas telas podem estar a serem vistas por um transeunte (visitante) em meu lar, creio que tal veículo, net + blog é ferramenta de esperança.

E onde vai esta esperança?
Vai em todos os anseios, sonhos e ideais que felizmente insistimos em alimentar.
Um amigo escreve poemas, outro discorre sobre Filosofia, outra enche as páginas de textos suaves, e a inda há os que comentam o cotidiano...

Cada vez que percorro um blog, percebo embutida ali, nas sutis entrelinhas, uma forma de apelo:

Há textos belos, leiam!
Há fatos engraçados, vejam!
Há o que se discutir, venham!
Há ternura em minha alma inquieta!
Faço versos, podem não ser doces e belos.
Mas versos são...

E isto o que seria se não a tentativa de nutrir e embalar os seus, os meus, os nossos sonhos?
Parabéns amigos por levarem esperança travestidas em palavras e assim contribuir para a permanência do SER humano.
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