domingo, 15 de fevereiro de 2009

Hoje.



Hoje.

Se amas alguém hoje, fala hoje.
Não deixe para amanhã...
Poderá ser tarde demais...
Na madrugada amarga vou ficar e as palavras escravizar...
Já não sei mas que ironia maldita é esta vida...
Me perdoem o desabafo e a triste agonia
Quem vos fala é amiga, Betha, Bê, Betânia, Maria...aquele que quase sempre é feliz..
Quando a vida não me faz sangrar...
Eu gostaria de pedir q hoje mesmo que você abrace bem forte todos aqueles que ama... abrace-os enquanto estão perto...
Olhe em seus olhos, fique em seus colos, coloquem-os no colo...
Amigos, digam em alto e bom tom, olhando fixo nos olhos:
Meu pai eu te amo.
Minha mãe eu te amo.
Meu irmão eu te amo.
meu amigo eu te amo.
Não tenha medo do ridiculo...
Tenha medo do remorso que pode te ocorrer, quando enfim, ao alcance das mãos, não mas puder ter.

In homenagem ao grande homem que me iniciou na busca do Conhecimento e dos valores eternos, de honra, amor e verdade: Walter Ampuero.



Não há justiça.


Não há justiça.
Não importa o quanto você clame, exaspere-se, rasteje.
Não há justiça.
Todos vão esperar que você sorria sempre...Que continue acreditando...
Seja educado, gentil, cortez.Não seja!Não há justiça.
Não há mas por que prosseguir...
Todos os navios avariados, estão encostados no estaleiro, sob a fria névoa...
Não há justiça.
Pare de clamar.
Páre de orar, os deuses todos ensurdeceram...
Desfaça a mala.
Retire a maquiagem.
Não há justiça.
Páre de acalentar sonhos e ilusões...
Não há justiça.
Hoje todas as preces ferem minha alma...
Eu tentei, tentei inúmeras vezes...
Mas sou apenas mais um navio no estaleiro...
As canções todas esqueci...
Trago em mim, pequeno trecho de uma que embalou-me por alguns meses...
Os homens legislam sobre tudo, esquecem eles que não há justiça;
portanto o legislador é um mais um tolo...
Não há justiça.
Criarem crenças, amuletos e superstições...
Há quem adore um gordo homem, a quem adore um magro homem, crucificado numa cruz...
Há quem creia em benzedeiras...
Não creio mas em nada.
Não há justiça.
Ainda há em mim um enorme potencial de amor...
Não sei o que fazer com ele...
Não quero mas prosseguir...
Quero que me seja dado o direito de desistir da caminhada...
Prossigam vocês que ainda creem...
Prossigam vocês que permancem em alto mar, suportando os ventos e tempestades...
Não sei de mim...
Não sei de nada...
Meus versos já não tem rima...
Minha canção desafinou...
Minha antiga prece emudeceu em meu peito...
Vou prosseguindo porque não posso afrontar os que amam...
Os loucos que me amam...
Então como prêmio mórbido, vou seguindo em luto de sangue...
O sangue de todos os homens justos, que foram dilacerados...
O sangue de todos os inocentes que cometeram o único pecado de sonhar.
(Quando todos os sonhos e promessas desfaleceram)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Duas milhas.


Muito mais que duas milhas...



A quem interessar possa...
E a quem a imensa quantidade de palavras não assombra.

Desda vez falarei de óbvio e do sutil...
Falarei do tedioso cantorolar das horas...
Da imensa sensação de abondono.

Da eterna culpa de por um ou dois erros ser julgada e condenada.
Não há uma condenação de meses ou anos.
Mas há eterna condenação do silêncio.

Do ato infame, covarde de na calada da noite abandonar um amigo...
Eu pensei que a despeito de meus erros você ainda estivesse aqui.

Mas você novamente se foi...
Hoje mesmo eu pensei: Do meu grupo de amigos, você era heroina.
Você tinha permanecido.
Mas hoje você fez valer em toda exteñsão a frase simples de minha mãe:

"Fazes 99, se não fizeres 100, nada terás feito"

Eu de fato errei com você.Um ou duas vezes...
Talvez três.
Mas tu, quantas comigo erraste?
Acaso sabes tu contabilizar quanta dor infrigiste aos outros?
Nós eramos quatro:O primeirto se foi por que não pode ouvir meu desabafo.

O segundo por que quebrou as promessas feitas a uma grande amiga...
A terceira, você, se foi por que ousei dizer o que penso.
Fiquei eu.


Eu e a solidão das horas.
A solidão de todas as lembranças vividas por este grupo de...
Como dizer? Ex-amigos.
Hoje chamaste-me numa janela fria de M.S.N em off desejaste-me Feliz Natal.

Inocente e feliz, tal ,menina, abri...
Desculpei-me pela ausência e retribui os votos.
Mas o off da janela, não era mas off que tua frieza...
Este será um belo natal sim.

Será por que mesmo amando-te, digo-te:
Não retornes mas querida amiga.

Não retornes, porque não te quero mas junto á mim.
Não quero comigo ume pessoa que ama só em tempo bom...
Que não pode ouvir minha dor e meu apelo.
Que não sabe perdoar.

E que esqueceu, os 99 feitos.
Em silêncio ficarei com minhas lembranças...

E nada mas de ti quero ver ou ouvir.
Tu ficarás para sempre, deusa ébano em meu coração.

E em meu sonho de criança, serás suave e triste canção.

(Quando da ruptura de um amizade, que hoje, graças ao tempo e a sabedoria foi reaatada)

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